O Essencial e o Supérfluo: Um Chamado à Pausa e ao Autoconhecimento

A vida que idealizamos quando criança, cheia de simplicidade e esperança, sorrisos fáceis e repleta de momentos felizes, muitas vezes lugar a dores e cicatrizes que insistem em sangrar quando nos tornamos adultos.


Este ano de 2025 trouxe consigo dias que pareciam não serem suficientes para a quantidade de coisas que nos propusemos a fazer. A meta era ter êxito, likes, consumir, empreender, trabalhar muito e, como membro da “sociedade do cansaço“, lutar por alguns dias de lazer.
Uma tela sutil e brilhante nos seduziu de tal forma que os próximos ficaram cada vez mais distantes e os distantes, cada vez mais próximos.


Jovens isolados em seus quartos, pais distantes em pensamentos, cada um criou sua “aldeia preferida” e nela a fantasia de ser o que gostaria sufocou o propósito real de cada dia: ser o que deveria!
E a solidão em meio à multidão trouxe consigo o pânico, a ansiedade, a depressão de uma mente inquietante, sempre buscando distante o que habita em si mesma. A ausência do autoconhecimento fez com que muitos de nós buscássemos imagens distorcidas daquilo que seria a verdadeira vida: buscamos harmonizar fora o que está adoecido dentro. Nosso mundo íntimo clama por pausa, autocuidado e autoamor. Mais que traçar metas e objetivos materiais para o ano vindouro, devemos olhar no espelho da alma, meditar sobre nossas reais necessidades, listar prioridades para desenvolver a Paz interior.


Cremos no Criador? Comecemos a buscar o que realmente levaremos quando o corpo perecer: valores e virtudes do ser. Tudo que os olhos veem e as mãos podem tocar, nada iremos levar, exceto os momentos vividos, as lembranças do que fizemos de bom e ruim, simples assim!

Se a sensação é de um tempo que corre rápido demais, olhando para trás, o que construímos de especial que justifique os anos vividos? Estamos em paz com nossa consciência? Temos agido para o nosso bem e para o bem comum?


Precisamos caminhar sabendo para onde ir! Nosso GPS (Guia para Salvação) vem de fábrica! É tempo de corrigirmos os rumos, traçarmos a melhor rota, uma vez que nos distanciamos do que é ESSENCIAL. O necessário deu lugar ao supérfluo e aí, ao gastarmos energia em busca do supérfluo, nos perdemos de nós mesmos!


E o que almejar para 2026?


Pequenas pausas para contemplar o céu, a vida em família, o filho pequenino, o Divino, o brilho do olhar do peregrino que sabe a que veio e onde quer chegar. Precisamos nos conectar com nosso “Eu verdadeiro”, que sem máscaras, abriga a criança sonhadora, a paz promissora daquele que busca se encontrar. Nossa criança interior precisa ser revisitada, suas dores curadas e seus sonhos simples, cultivados.


Pare de correr, de se comparar com o outro, você é único, insubstituível!
Viaje para dentro de si, revisite o porão de sua mente, faça uma faxina interior, jogue fora tudo que é empecilho para sua plena saúde mental: retire mágoas, ressentimentos, ódio, ressignifique dores e lembranças que não agregam ao seu desejo de ser feliz. Semeie em torno dos próprios passos amor, perdão, autoperdão, bom ânimo que transforma caridade em Ação. Em 2026, Jesus deseja agir através de você.


Seja, então, você, a ferramenta de cura e autocura do seu Ser. Urge que o Mundo que cada um de nós é precisa ser curado para que o planeta em que vivemos seja regenerado.

Rose Elaine Siqueira,
é natural de Andradina- SP. Mora em Matão há 32 anos.
Licenciada em Matemática, atualmente Professora aposentada.
Casada com o professor Clovis Alves Silqueira e mãe de Diogo Rodrigues Silqueira.

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