A Audácia da Esperança

O título acima remete-se ao livro escrito pelo ex-presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, quando estava prestes a concorrer à presidência de seu país. O título, se desmembrado, nos remete a duas palavras importantes para uma vida cheia de propósito e significado: audácia e esperança.
A palavra audácia, segundo o dicionário, tem duas definições que considero interessantes: (i) tendência que leva alguém a fazer algo difícil ou extraordinário, sem se preocupar com os seus perigos; ousadia; e (ii) característica de quem se opõe ao que está previamente estabelecido. No caso de Barack Obama, a sua audácia de fazer uma corrida presidencial em um país repleto de desafios e de opor-se a qualquer obstáculo o levou a atingir o posto mais importante e influente da geopolítica mundial. Além de Obama, a audácia é uma característica vista em diferentes personagens que conseguiram transformar o status quo, fazendo o que, à primeira vista, seria impossível.
Já a esperança, um dos mantras do povo brasileiro, também foi essencial para a eleição de Barack Obama. As definições, segundo o dicionário, são: (i) confiança de que algo bom acontecerá; e (ii) crença de quem espera que seu desejo se torne realidade. Ainda sobre Obama, os Estados Unidos e o mundo viram em sua presidência e liderança a esperança de tempos melhores, de superação de desafios e conflitos históricos e do atingimento de um nível mais elevado de humanidade e respeito.
Para um mundo em rápida transformação, com incertezas e desafios econômicos e sociais, a audácia e a esperança são palavras-chave na busca por humanidade e respeito coletivo. Com o “copo mais cheio”, a audácia da atual sociedade está na ampliação da consciência de um mundo desigual e na percepção de que políticas públicas, ações afirmativas para mudanças efetivas e as ferramentas certas, como a educação, podem mitigar as lacunas existentes. A esperança, como a própria definição diz, é a confiança de que as transformações positivas acontecerão e de que realidades esperadas — como sociedades mais prósperas e justas — podem se tornar presentes.

Flávio Pires,
é Administrador de Empresas formado pela PUC-SP com especialização em Mercado Imobiliário pela FIA Business School
Analista sênior de Fundos Imobiliários do Banco Santander Brasil