A Esperança Venceu o Medo e Continua Vencendo, Através dos Tempos

Lembro-me muitíssimo bem daquele mês de dezembro de 2020, quando a maior parte das ruas da nossa cidade de Matão estava completamente deserta. Em qualquer canto da cidade havia pouquíssimas pessoas circulando pelas vias públicas, e tal situação também não era diferente no nosso Brasil e nem no restante do mundo. E olhe que aquela noite era especial, pois era a véspera do Natal.

Quem não se lembra do mês de março de 2020, dos passos solitários dados pelo então Papa Francisco, caminhando sozinho pela Praça São Pedro, no Vaticano, para rezar de forma solitária, estando só? Essa imagem ficou registrada na história. Na época, o público e os fiéis não puderam estar presentes devido às restrições da COVID-19 (as aglomerações eram proibidas).

No mês de março daquele ano, havia sido implantado pelos órgãos de saúde um conjunto de normas de restrições, com o objetivo específico de diminuir a circulação pública de pessoas pertencentes aos denominados “grupos de risco” e também para evitar as chamadas aglomerações. Faziam parte dos grupos de risco toda pessoa idosa e pessoas com comorbidades. O livre contato entre as pessoas era considerado potencialmente perigoso para a disseminação da COVID-19, e todos nós, sem exceção, estávamos completamente apavorados com o registro cotidiano das mortes em larga escala, essencialmente provocadas por essa doença respiratória, cujo agravamento do quadro clínico poderia levar os doentes a óbito. Passamos a utilizar provisoriamente máscaras de pano para a nossa proteção e, posteriormente, máscaras cirúrgicas.

Na pandemia, os hospitais públicos e privados internavam um grande número de pessoas que apresentavam os sintomas da COVID-19. Muitas pessoas ficaram doentes e necessitaram de tratamento especializado; e, muitas vezes, em várias regiões do nosso país, havia falta de leitos apropriados, de equipamentos e de medicamentos. Em todos os momentos de extrema angústia da humanidade, tenho comigo a plena certeza de que foi Deus quem nos protegeu das várias formas de contágio.

Essa não foi a primeira vez que a humanidade enfrentou o grande inimigo (flagelo) da vida humana denominado doença. Constam nos anais e nos demais registros da nossa história, antiga e moderna, que, desde muitos séculos passados, foram várias guerras travadas pela humanidade contra as doenças, as quais antigamente também eram denominadas pestes. Em nível mundial e no Brasil, tivemos um número excessivo de mortes provocadas pela COVID-19.

Em todas as situações, inclusive na época atual, nem todos, mas a maior parte da humanidade, sempre depositou toda a sua esperança na ciência, para que, em tempo recorde, os cientistas pudessem desenvolver um remédio, uma vacina, um medicamento que protegesse a vida humana de tal perigo, que na época era considerado amplamente ameaçador. Os estudos científicos e as fontes das diversas tecnologias nos ajudaram sobremaneira para que os resultados positivos fossem alcançados, e o alento da humanidade veio quando as vacinas contra a COVID-19 foram desenvolvidas, registradas e licenciadas.

Infelizmente, no Brasil, tivemos implantada a política considerada “negacionista”, que pregava ações contra as vacinas e que disseminava informações falsas sobre “pseudoefeitos colaterais” nas pessoas que, porventura, fossem tomar as vacinas; e com isso, amargamos um longo período de espera para que tais vacinas fossem aplicadas na nossa população.

Em meio às tantas dificuldades encontradas naquela época, a humanidade aprendeu a ser forte, a ter esperança: esperança em dias melhores, esperança nas pessoas, esperança nas instituições, esperança num país de melhores oportunidades e que seja cada vez mais igualitário. Ainda temos um país preconceituoso e discriminador, mas estamos avançando. Eu tenho esperança de que neste Natal de 2025, todas as nossas crianças e adolescentes tenham a liberdade de sonhar e que sejam garantidos todos os seus direitos fundamentais conquistados, tão essenciais à vida digna.

Foi na pandemia da COVID-19 que a esperança venceu o medo e há que se dizer que a luta diária continua para seguir vencendo. Foi na pandemia que aprendemos a sentir as dores dos nossos irmãos; sentir as suas necessidades, as suas angústias, as injustiças sofridas e os seus temores. Foi durante a Pandemia que muitos irmãos puseram a mão na massa (literalmente) para prover os irmãos mais próximos e necessitados de refeições dignas, de remédios, de agasalhos, de atendimentos. No Brasil, muitos projetos sociais nasceram nesse período. Dois dos nossos principais projetos de atendimentos sociais nasceram no período da pandemia: Marmitas Solidárias de São Benedito (09/05/2020) e Projeto Coração (14/02/2021).

Hoje, podemos comemorar livremente o Natal. Passados todos os percalços vivenciados por todos nós nos anos anteriores, podemos, enfim, propor um brinde mais que merecido à nossa saúde. Devemos crer que a esperança é o nosso maior presente de Natal que podemos desejar a alguém. É algo que podemos dar e que também podemos receber. Jesus Cristo, quando veio ao mundo (significado do Natal Cristão), nos trouxe a Luz através da simplicidade, da esperança e do amor verdadeiro. Que no ano de 2026, Ano Novo que se inicia, sejamos Luz e esperança na vida de todas as pessoas.

Esperança para todos e um grande Axé…


José Amarante,
é coordenador do Projeto Coração Coordenador do Projeto Marmitas Solidárias de São Benedito Ex-Vereador do PV do município de Matão.

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